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O texto e imagens incluídos neste capítulo foram recolhidos do Plano de Gestão Florestal para o Perímetro Florestal da Contenda, publicado pela Autoridade Florestal Nacional em 2009

A designação de Contenda remonta aos tempos da conquista cristã do Alentejo aos Mouros no século XIII. Sendo esta área explorada pelos moradores dos concelhos de Moura, Aroche e Ensinasola (o primeiro português e os restantes dois espanhóis) apenas em 1542 foi estabelecida uma “Concordata” definindo o uso comum e com igualdade de direitos da área pelos habitantes destes concelhos. Com esta Concordata o uso da área foi limitado à apascentação de gados tendo sido proibidas a agricultura, o corte de árvores e a construção de casas.

Pelo Tratado de Madrid de 27 de Março de 1893 foi definida a fronteira local entre Portugal e Espanha, ficando a parte portuguesa (42,7%) na posse da Câmara Municipal de Moura.



Desde essa data até 8 de Maio de 1959, altura em que a propriedade foi submetida ao Regime Florestal Parcial, a sua exploração era feita através do arrendamento de lotes em hasta pública a lavradores e produtores cerealíferos do Concelho de Moura e Barrancos.

Os lotes apresentavam, em média, uma área inculta de cerca de 30 a 40%, que dava uma pastagem magra quase exclusivamente aproveitada por cabras, sendo a restante área explorada com uma rotação de trigo - aveia - alqueive.



Na Contenda Norte, com uma orografia mais aplanada e com solos mais férteis cobertos de montado de azinho, era praticada pastorícia; já a Contenda Sul, mais acidentada e sem coberto arbóreo era utilizada para actividades cerealíferas esgotantes, que foram empobrecendo e degradando os solos pobres já existentes.



A partir de 1959 a Herdade da Contenda é submetida, por Decreto Governamental, ao Regime Florestal com uma área de 5297,95 ha. A submissão ao Regime Florestal e consequente arborização surgiu da necessidade de se proceder à conservação do solo e à protecção da rede hidrográfica, consequência da exagerada exploração agrícola e cerealífera da área em questão.

Em 1963 foi reconhecida a importância desta área para a exploração cinegética e silvopastoril, além de suportar a existência de raras espécies da fauna que interessava preservar. Surgiu assim a criação de uma reserva de caça que devido à situação de isolamento da Contenda conseguiu preservar algumas espécies autóctones que em outros locais se encontravam ameaçadas, como o coelho, a lebre, perdizes, javalis, gato-bravo, lince, toirão, lontra, raposa, lobos e várias aves de rapina.

Em 1968 foi efectuado o Projecto de Estabelecimento e Melhoramento de pastagens para a Contenda Norte devido à baixa rentabilidade das pastagens naturais aí instaladas. Determinou-se então o estabelecimento de pastagens semeadas que permitisse um maior número de cabeças de gado e um maior acréscimo do nível de fertilidade do solo.

Em 1974 foi constituída a primeira área florestal de uso múltiplo, onde se procurou compatibilizar a cinegética com a exploração florestal, apicultura e exploração silvopastoril. Neste ano foi também extinta a Coutada da Contenda, que era apenas utilizada pelo Presidência da República para a caça à perdiz, tendo sido formada em 1975 uma “Zona de Caça Condicionada”.

Só em Março de 1979 é que foram criadas as condições para se proibir a caça na totalidade do Perímetro Florestal. Desde então tem sido elaborado um programa anual de trabalhos e respectiva orçamentação tendo em vista o ordenamento e fomento cinegético. A interdição do exercício da actividade venatória manter-se-ia até 1983, data em que se iniciaram as esperas nocturnas ao javali.

Em 1981 foi efectuado o Ordenamento Cinegético da Contenda prevendo este a abertura do Perímetro à caça em 1985.

Em 1986 era referido num relatório da Circunscrição Florestal de Évora que havia sido parqueada uma área na Contenda Norte de 462 ha (9 cercas) com áreas individuais compreendidas entre os 40 e os 50 ha. Nestes parques instalaram-se pastagens à base de trevo subterrâneo, sendo o efectivo pecuário constituído por 65 vacas de raça Mertolenga, 800 ovelhas merino regional x Oliveira do Hospital x Ille de France e 200 cabras de raça estremenha.

Em 1996 foi elaborado o Plano de Ordenamento Integrado do Perímetro Florestal da Contenda. Este Plano visava o Ordenamento para a Caça, Recursos Naturais, Apicultura e outros Recursos Silvestres, Piscicultura, Silvopastorícia, Silvicultura e Turismo.

Em 2009 é publicado pela Autoridade Florestal Nacional o Plano de Gestão Florestal do Perímetro Florestal da Contenda.
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